quarta-feira, 25 de abril de 2012

Relato do Parto!!!



Hoje faz dois meses que nossa vida mudou, dois meses que vivemos um amor que não cabe em nós, dois meses que somos pais.
E nesta data resolvi descrever o dia em que tudo aconteceu.


Relato do Parto

Larissa Voigt Vailati nasceu no dia 25 de fevereiro de 2012, às 2h35, de parto natural, em casa.


O parto da Larissa começou muito antes do dia 25 de fevereiro de 2012, muito antes até de eu me descobrir grávida. O parto da Larissa começou cerca de um ano antes da gestação, quando o sonho de ter um filho ficou mais forte e eu me lancei nesse universo maravilhoso de grávidas e criação de filhos.
Fui ler, ler muito. Fui me conhecer e me descobrir. Fui, apesar de não gostar nem um pouco dessa palavra, me empoderar e me fortalecer para tomar as melhores decisões para o meu futuro filho e para mim. E assim descobri o poder de um parto normal, ou melhor, do parto humanizado, que respeita a mulher e dá a ela a oportunidade de parir. Permite que a mulher mergulhe no seu lado mais profundo e descubra todo o seu potencial.
Nesse período eu me fortaleci como mulher e acreditei.
Primeiro acreditei que Deus me daria um filho, apesar de vários diagnósticos dizerem o contrário. Engravidei logo na primeira tentativa, depois de abrir meu coração para mim mesma e para meu filho, como relatei aqui.
Depois acreditei em uma gestação tranquila e, me sentindo bem, me livrei de toda ansiedade.
E por fim acreditei muito no parto. A construção desse ideal de parto em casa se deu porque queria que a Larissa viesse a esse mundo em um ambiente acolhedor. A ideia de ter pessoas estranhas ao meu redor, de viver o momento mais importante da minha vida em um local que eu vejo como tão frio e, principalmente, a ideia de transferir a responsabilidade do meu parto, da minha vida e da Larissa para uma equipe, sem querer me envolver ativamente nesse processo, não me deixavam nada feliz.
E eu fui falando sobre isso com o Gu, que a princípio defendeu comigo o parto normal - se orgulhando da minha decisão, mas recebeu com preocupação a possibilidade de fazer o parto em casa. Então eu fui falando cada vez mais sobre o assunto - falando muito mesmo -até o dia em que fomos conhecer o trabalho das Hanamis, um grupo de enfermeiras obstetras especializadas em parto domiciliar planejado. Fizemos muitas perguntas e esclarecemos nossas dúvidas. Eu saí de lá certa que era isso que eu queria, o Gu saiu de lá achando que eu não levaria isso adiante.
Então o tempo foi passando, Larissa crescendo forte e mamãe muito saudável, tudo se mostrando perfeito. O momento esperado cada vez mais próximo e eu certa que Lalá nasceria conforme os meus sonhos.
Entrei em contato com as Hanamis e marcamos a primeira visita para o dia 26 de janeiro. Foi ótimo! Conversamos muito e sentimos que elas fazem isso não como um trabalho, mas fazem seguindo uma verdadeira vocação. Foi o que bastou: eu que já estava decidida, fiquei ainda mais segura, e o Gu se convenceu de vez.
E isso foi o mais importante. Porque eu até poderia ter sonhado e planejado tudo mas, se no final o Gu não tivesse entrado de cabeça nesse sonho comigo, eu não o teria levado adiante. Ele realmente se jogou no mundo do parto humanizado e se conscientizou da importância do seu papel antes, durante e após o parto. Estávamos mais que decididos: Larissa nasceria em casa. Fizemos mais algumas reuniões com as Hanamis e cada encontro era maravilhoso. Uma conversa esclarecedora, uma verdadeira aula na qual aprendíamos muito.

Os primeiro sinais
Larissa começou a dar sinais que sua vinda estava próxima cerca de duas semanas antes do parto. Eu sentia as contrações de treinamento quase que diariamente. Indolores, elas não incomodavam. Eu até curtia esse momento porque sabia que era o meu corpo se preparando para o grande dia. Dez dias antes de iniciar o trabalho de parto eu já estava com 1cm de dilatação. O corpo foi se preparando lentamente, bem como eu queria.
O final de semana anterior ao parto foi feriadão de carnaval e aproveitamos para arrumar os últimos detalhes, para paparicarmos a barriga e para aproveitarmos os últimos dias a dois.
E eu fui contando uma história para a Lalá. Eu dizia que logo ela iria de despedir da Dona Barriga. Que a Dona Barriga tinha gostado muito dela nesses nove meses e que ela iria sentir saudades. Tanta saudade que, na despedida, a Dona Barriga lhe daria muitos abraços apertados - bem apertados. Mas que depois desses abraços ela viria para o meu colo e que daí seria eu a lhe dar um abraço gostoso, um abraço que seria dela para a vida toda.

A semana foi passando e foi muito tranquila. As contrações de treinamento ficaram mais intensas, mas ainda indolores. Quando eu caminhava elas vinham em espaços bem curtos, mas paravam quando eu também parava. Não encontravam um ritmo e nem uma frequência certa, o que me garantia que era apenas treinamento mesmo, e não o trabalho de parto. No dia 22, quarta-feira, eu tive mais uma consulta com as Hanamis e vimos que eu já tinha 3cm de dilatação.

O Grande Dia
Acordei no dia 24 de fevereiro, uma ensolarada e quente sexta-feira, mais cansada que o normal. Não tinha dormido muito porque sentia umas pontadas no colo do útero. Tentei descansar de manhã, mas não consegui.
Perto do meio dia eu liguei para a Dra. Roxana para falar da consulta que tive com as Hanamis e ela disse que queria me ver. Marcamos para início da tarde.
Eu estava ótima, super tranquila. Me arrumei, coloquei um vestido bem lindo e perto das 14h o Gu me buscou para irmos juntos à consulta.
A Dra. Roxana fez um exame de toque e constatou 4cm de dilatação. Viu que o colo estava bem mais apagado e pediu para eu agendar uma consulta na semana seguinte.Voltamos para casa e fomos descansar. Foi quando comecei a sentir as contrações de treinamento novamente. Fiquei observando por um tempo e ainda brinquei com o Gu dizendo que poderia ser o início do trabalho de parto.
Eu deitei um pouco e as contrações continuavam. Lembro de até achar engraçado aquilo tudo porque eu já havia sentido isso antes e, de repente, as contrações paravam do nada.
Fui para a sala assistir tevê. Estava passando Kate & Leopold, uma comédia romântica que eu adoro. As contrações foram ficando mais fortes e eu tive que começar a parar o que estava fazendo quando elas vinham. Isso é um sinal de que as contrações podem engrenar. Então o Gu e eu resolvemos tentar água quente. A gente sabia que se com o calor da água as contrações parassem era porque o trabalho de parto era falso. Fiquei na banheira e o Gu direcionava o jato de água quente nas minhas costas. Ficamos um bom tempo fazendo isso e as contrações não paravam, no entanto também não eram fortes. Resolvi ligar para a médica, que disse que, pela minha voz, não parecia trabalho de parto. Comentei da água quente e ela disse que me ligaria mais tarde. Já eram quase 18h e ligamos também para a Vânia. Nesse momento senti uma contração um pouco mais forte e larguei o telefone por um segundo, o que fez ela achar que poderia mesmo ser o trabalho de parto. A Vânia chegou entre 19h30 e 20h e as contrações estavam se estabilizando. Ela fez o exame de toque e constatou 8cm de dilatação. Fiquei super feliz! Logo depois chegaram a Tânia e a Joyce com toda a parafernália para o parto. Mas isso quem acompanhou foi o Gu. Eu não vi nada. Elas foram afastando os móveis, montando a piscina na sala e arrumando tudo enquanto eu estava no chuveiro. Fiquei sentada na bola, recebendo uma ducha bem forte e bem quente nas costas. Entre as contrações tudo era festa: comi picolé, brinquei com o Cookie (que acompanhou tudo de perto) e ganhei muito carinho do Gu. Estava feliz com tudo, aguardando a chegada da Lalá. O Gu colocou as músicas selecionadas para o parto e eu ficava cantando e conversando com a Larissa. Cada contração deixava ela mais próxima de mim, mais próxima de nascer.
Perto das 21h chegou a Dra. Roxana. Eu ainda estava no chuveiro. Fiquei até 21h30, quando fui para a piscina. A água estava bem quente mas o que ajudava mesmo era a massagem que a Tânia e o Gu faziam nas minhas costas. Nessa hora as contrações já eram bem doloridas. Fiquei quase uma hora ali. Depois sai da piscina e fui para bola. Ficava dançando na bola para ajudar a Lalá a descer. Nessa hora o que mais me incomodava não eram as contrações, mas sim a dor na lombar. A Dra. Roxana aplicou até acupuntura para ajudar. Isso porque aqui vale um registro: no parto domiciliar não é possível receber anestesia. Nenhuma! Então eu já sabia que iria parir realmente de forma bem natural.
Voltei um pouco para a piscina, fiquei ali até umas 23h, mas senti falta do jato de água nas costas e acabei voltando para o chuveiro. As contrações estavam bem intensas e próximas umas das outras. Eu estava cansada. O Gu então entrou no box e eu fiquei encostada nele. Foi muito bom ter o apoio dele, ao mesmo tempo em que ele podia também sentir o parto comigo. Quase uma da manhã, com dilatação total, fui para a sala tentar o banquinho de cócoras. Me apoiei novamente no Gu. Ele me abraçava e me dava carinho. A cada força que eu fazia ele estava comigo. E ali, no meio da nossa sala, vivenciamos o último período do trabalho de parto e o mais longo também, o expulsivo. Uma hora e meia para a Lalá nascer. Mas na verdade, eu não lembro como uma hora e meia. Só sei desse tempo revendo as fotos. Para mim foi tudo muito rápido. É diferente entre quem está olhando e quem está vivendo o parto. Eu lembro de fazer força nas contrações e sentir a cabecinha da Lalá. Nossa, que emoção! Sentir os cabelos, fazer carinho. Numa dessas contrações a bolsa estourou e eu senti toda aquela água escorrer. Lalá e eu estávamos cada vez mais próximas! A Vânia me estimulava a ficar rebolando, andando, me mexendo mesmo para ajudá-la a descer. Ela descia um pouco e eu voltava a levantar e a me mexer. Até que às 2h35 da manhã do dia 25 de fevereiro ela escorregou lentamente para as mãos da Joyce, que imediatamente passou a Lalá para os meus braços. Minha filha abriu os olhos bem grandes e nós trocamos nosso primeiro olhar. Um momento inesquecível!  O Gugu estava me segurando, me beijou e me ajudou a abraçar a Lalá. Foi muita emoção. Nesse momento qualquer sentimento de dor e todo o cansaço que até um segundo estampava meu rosto, desapareceu. Como um passe de mágica.
Lalá nasceu linda, grande, super corada, sem susto, com um chorinho leve e muito desperta, na sala de sua própria casa. Ela veio direto para nossos braços e recebeu no primeiro segundo de vida todo o nosso amor. Gugu só ria, tamanha era a emoção. E ria também pela surpresa ao ver uma bebê tão grande. Larissa nasceu com quatro kilos e 10 gramas e 50 centímetros.
E eu repetia com muita emoção que a amava. Eu abracei, beijei, cheirei... minha filha, minha tão esperada filha estava em meus braços.
E assim,com ela em meus braços, fomos caminhando para o quarto. Cordão ainda ligado na placenta. Deitei e Lalá já foi para o peito. Ela sugou perfeitamente e com muita força. Nada se compara a essa emoção. Gugu se deitou ao meu lado e ficamos namorando nossa filhota.
Logo depois comecei a sentir uma cólica bem forte, eram contrações para expelir a placenta. Essa parte foi um pouco dolorida.
Depois disso papai cortou o cordão umbilical. Outro momento lindo.
Lalá ficou uma hora e vinte minutos no meu colo sem ser tocada para exames. Ela nasceu na paz e sua vinda foi muito respeitada.
Para mim foi a melhor forma dela ter nascido. Acariciada, amada, abraçada pelos pais e recebida em um ambiente calmo e acolhedor.
Obrigada meu Deus pela filha maravilhosa e pela possibilidade de parir de forma tão natural. E obrigada por colocar ao meu lado um companheiro tão presente, um marido que me apoia, um amor para toda a vida.

Olho para trás e revivo o dia mais feliz da minha vida com muita emoção. Tive uma gestação maravilhosa, curti e vivi cada momento. Foi incrível não saber o dia que Lalá nasceria. Ao final, cada dia poderia ser "o dia" e eu achava, e acho, isso indescritível. Amei dar a luz, parir! É algo que não se pode descrever em palavras. Foi o fechamento de nove meses perfeitos. O encerramento de uma etapa para nós começarmos outra ainda melhor, com a Lalá em nossos braços.



Algumas fotos do parto
Só não sei porque não tem foto da Dra. Roxana... uma pena.


Início do parto, no chuveiro



Gugu me dando apoio





Cookinho esteve o tempo todo ao nosso lado



Joyce começando a montar a piscina



Tânia chegando com o banquinho de cócoras




Vânia e Joyce fazendo anotações




Na piscina




Versículo que tirei


Momento mais emocionante das nossas vidas



Nossa amada Larissa mamando já no seus primeiros minutos de vida



Papai cortando o cordão umbilical


Para deixar bem claro onde Lalá nasceu



Tânia, Vânia e Joyce com a família mais feliz do mundo




Considerações sobre o parto.
Lalá teve um expulsivo demorado por causa de seu tamanho: quatro kilos e 10 gramas, com 50 centímetros. Nem eu nem a equipe esperávamos uma bebê tão grande. Isso porque no último exame (exame físico, apalpando o útero) ainda vimos que tinha um bom espaço no útero, ou seja, ela não tinha ocupado tudo. Mas depois descobrimos que ela estava para trás, apoiada na minha lombar. Por isso também a dor na lombar no trabalho de parto.
Foi realmente uma surpresa. E eu não tinha feito mais ultrassom. O último tinha sido há três meses. E isso eu acho que foi a melhor coisa que fiz. Se eu soubesse do tamanho da Lalá provavelmente eu iria para o parto com medo. Isso prova que é possível parir naturalmente um bebê grande. Eu, que ouvi de vários médicos - ginecologistas e ortopedistas - que eu não poderia ter um parto normal por causa de minha estrutura, conseguir parir sem anestesia e sem intervenção uma bebê de 4 kilos. Isso prova que nós mulheres somos muito mais fortes do pensam os médicos. Que podemos sim assumir o nosso parto.
Mas vale ressaltar que se Lalá nascesse na média de peso dos 3 kilos o parto seria ultra rápido... rs.

Outro ponto foi a expulsão da placenta. A médica achava que a placenta não tinha descolado toda e tive que fazer um pouco de força. Elas me explicaram que a placenta se descola em determinado ponto do útero e ali forma um hematoma que gera um coágulo. Depois desse ponto ela vai se soltando por inteira. Quando eu expeli a placenta elas viram que eu não formei um simples coágulo, mas um coágulo gigante. Provavelmente porque o peso que saiu dali foi muito grande. Nesse coágulo tinha 1 litro de sangue, o que foi uma perda considerável. Não foi hemorragia, mas perdi bastante sangue sim. Fiquei completamente transparente. Mas estava tudo certo com o útero, que voltou rapidamente ao lugar.

Ainda sobre a placenta: nós, humanos, somos os únicos a descartar um órgão tão rico. Foi a placenta que nutriu minha filha por nove meses. Foi esse órgão cheio de nutrientes que abrigou a Larissa. A placenta é muito especial e é possível transformá-la. Eu mandei fazer uma tintura de placenta, que gera uma homeopatia para ser dada para a própria Lalá em momentos de queda de imunidade.
Outra coisa que queria ter feito era a secagem, para fazer pílulas. Essas pílulas eu poderia tomar quando estivesse na menopausa. Seria uma reposição natural de hormônios, mas não encontrei alguém para fazer esse serviço.
E agora certamente o ponto mais polêmico. Como eu estava fraquíssima com a perda de sangue, e a placenta é riquíssima, eu ganhei um suco especial. É isso mesmo. Eu estava um pouco fraca e as Hanamis me deram um suco para tomar. Pela cara delas eu sabia que tinha algo ali, mas que era melhor não perguntar. Tomei o suco e, pasmem, estava delicioso. Até pedi mais... rsrsrs. Depois, bem depois, eu soube que ela bateram um pedacinho (pedacinho bem pequeno) da placenta no suco. Alguns vão revirar os olhos, achar loucura, mas o fato é que os animais - os irracionais - comem a placenta toda após o parto e assim recarregam todas as suas forças, enquanto nós - racionais - jogamos no lixo algo tão valioso.


Agradecimentos
Pude ter esse sonho realizado porque estava cercada de pessoas especiais. A minha médica, Dra. Roxana, que fez um acompanhamento pré-natal maravilhoso, que foi fundamental no parto e que é uma pessoa que realmente acredita e respeita o parto humanizado. As Hanamis, que formam um grupo que se dedica e se entrega totalmente a essa causa. Eu fui acolhida de uma forma muito especial. Me senti cuidada e amada. Foi maravilhoso ter a Vânia, Tânia e Joyce no parto e depois ainda contar com a Clariana e Juliana no pós parto.
E principalmente o meu marido, que me apoiou e esteve ao meu lado durante todo o tempo. No dia 25 de fevereiro não nasceu somente a Larissa, nasceu também um pai muito dedicado.
Obrigada meu Deus por tudo. 


16 comentários:

Ana Karina disse...

OW MY GOD!
É polêmico, mas o relato foi lindo!
Parabéns pela coragem Pri.

Estou boquiaberta com tudo que li. Tua força foi impressionante. Parabéns sempre.

Beijinhos na Lalá!
Bj.

Raquel Cardoso disse...

Muito bacana, você dividir toda essa emoção com a gente, só quem é mãe sabe qual é essa sensação e muitas vezes, acabamos não contando, e guardamos só prá gente!
Li cada pedacinho, e a parte em que a Larissa está no seus braços mamando é linda, eu amava amamentar meus filhos, tanto que o fiz por 2 anos cada um.
Beijão Pri e viva a Larissa!

Bethania disse...

Que relato LINDO! Mais precioso que placenta! rs... Nossa... ele será cada dia mais valioso... pensa quando a Larissa crescer, ser mãe... e puder entender na pele como ela nasceu cercada de amor e carinho.

Já te disse outras vezes, este tipo de parto não é para mim de verdade... Mas chorei ao ler teu relato - lindo e apaixonado que fez repensar muitas coisas... Acima de tudo, fico muito feliz que tenha sido melhor do que tudo aquilo que tu tinhas sonhado e imaginado. Nossa, isso não tem preço.

Te admiro ainda mais pela tua coragem, pela tua força de peitar a tudo e a todos - inclusive o preconceito do parto domiciliar, de ter conseguido e da forma mais linda e poética possível.

Se é verdade que a língua é o chicote da bunda, sinto-me chicoteada pois desde adolescência eu sempre peguei no teu pé de que não conseguirias chegar ao final da gravidez, que teu bebê teria que ir para o "micro-ondas", porque julgava que tu eras muito pequinininha, magrinha e delicadinha. Mordi a língua. A delicadinha e fresquinha, no final das contas, sou eu! hehehe

Lindo, tudo lindo, tudo lindo. Aliás, como tudo o que vem de ti. Estudado, planejado, corrido atrás e iluminado por Deus para ser melhor do que tu querias originalmente. E depois tu queres me dizer que tu não tens estrelinha? Esse relato é a coroação da minha teoria! E a Lalá, então, nem se fala! :D

Bethania disse...

Adendo: e as fotos? LINDAS! Especiais!

Anônimo disse...

Lindo Pri... foi emocionante relembrar...
A Roxana aparece na foto logo depois do parto, no fundinho... Bjos
Tânia

Schanna disse...

Nossa, Pri! Tô chorando até agora!
Lindo demais o teu relato. Eu já tinha ouvido grande parte dessa história e agora me emocionei ainda mais.
Como eu te disse, eu era cética com parto em casa. Mas depois de ouvir vc falar sobre isso, constatei que o seu parto foi muito mais acompanhado e tranquilo que o meu, que foi normal e em um hospital.
De qualquer forma, o nascimento da Bel foi o melhor momento da minha vida e da do Marcos. Mas, se eu ingressar nessa jornada novamente, quem sabe eu não cogite um parto em casa! :)
Beijos, querida. E parabéns pela força e pela fofa!
Schanna.

Anna disse...

Adorei sua visita lá no blog e vim aqui ler sobre seu parto.

Que coisa linda, né? Imagino que parir deva ser o êxtase na vida da mulher. Deve ser muito bom.

E por isso que tenho tanto pavor dos médico que roubam esse momento único com mentiras.

É a mulher, munida de informações, é que deve decidir que tipo de parto fará. E não o médico, por conveniência.

Beijos e parabéns!

Ana H. T. disse...

Belo relato! Jamais teria essa coragem! rsrs...
Parabens!!!!

Ceila Santos disse...

Pri, que relato mais emocionante...estou em prantos...Muito obrigada pelo comentário lá no Desabafo de Mãe, vim visitá-la e me deparo justamente com o exemplo de pai que topou mergulhar nesta trajetória: parabéns!

Celina disse...

Pri, querida, também chorei com o relato do seu parto. Como já lhe falei, você foi uma mulher forte, uma mulher de verdade, encarando o parto natural com muita coragem, contrariando a opinião de muitos, que não entendiam a sua escolha, diante das facilidades modernas. Me emocionei, especialmente, porque o Gu, paizão, é o meu filho e constatei, mais uma vez, o precioso coração que ele tem, a ternura que ele é capaz de externar e a coragem que ele teve de enfrentar o passo a passo do parto, sendo testemunha da sua dor. Que Deus os abençoe, sempre, inundando o seu lar de amor e luz, para que a Larissa continue tendo o melhor exemplo a seguir.

Anônimo disse...

Esta e a minha filha delicada, mas corajosa como a mãe dela rss... Que Deus abençoe esta família. De sua mammy.

Roteiro Baby Brasilia disse...

Uau! Que relato EMOCIONANTE! Me arrepiei do início ao fim. Não tenho opinião totalmente formada sobre esse assunto, mas, de toda forma, achei LINDA e CORAJOSA a sua iniciativa de dividir sua experiência com outras mães e interessadas pelo assunto! Espero que o seu Dia das Mães tenha sido maravilhoso. Beijos extensivos à Lala.

Eloá disse...

Olá, também tive a felicidade indescritível de parir em casa, cheguei até o seu blog pesquisando em sites de busca sobre a tintura de placenta, gostaria de ter essa tintura, como vc fez? Obrigada!

Mari Hart disse...

Tô ENCANTADA! =)

Mamãe do Otávio disse...

incrível!

Josy Brenne disse...

Nossa, que lindo a forma como escreveu todos os detalhes...realmente muito maravilhoso!!!

Sobre o suquinho de placenta é realmente algo que nunca tinha ouvido falar mas por outro lado tem muito fundamento...a natureza é sábia!

Um Abraço.